terça-feira, 4 de outubro de 2016

Nano conto: a foda.

A força com que a conquistava era avassaladora,
uma máquina bem oleada que não fazia pausas
não precisava de recuperar formas
incessantemente  alargava as fendas que o seu corpo possuía
E num último momento, quanto a imaginava pronta a render-se
desferiu o último dos ataques, num jato prolongado
que se infiltrava naquele interior
ao mesmo tempo que um uivo de vitória lhe saía das entranhas.





Sentiu-se vencedor
Havia dominado,  aquele furacão
de uma só mulher
Agora sim pausava para o merecido respirar
para que o suor secasse
Agora sim, seu membro palpitante repousaria
Engano seu
No meio do gozo intenso, arfante,
Ele ouviu a frase
"Pronto para o segundo tempo?
Tem tesão para foder mais?
Ou perderá o combate por falta dela?"
Quero mais!

Gozar


Gozar é a maior aspiração da vida da gente.
Gosto de pensar que mais que ejacular ou receber nas entranhas o jato quente que escorre,
gozar é curtir com total satisfação ato sexual.
Gozemos!

Misturando suores


 

Quando nossos corpos se tocam
Mesmo por cima da roupa
Sinto o calor que vem do teu corpo
Misturando ao calor do meu
São gotas do suor
Gotas de quem esperou por esse momento
Agora, as roupas vão caindo
Revelando o sexo nervoso
Sexo endurecido
Sexo umedecido
Mãos que seguram sexo
Mãos que penetram sexo
Línguas que lambem
Sexo que arrepia
Sexos que se encontram







Enfim
Sexo que agasalha
Sexo que desbrava
Acabamos
Me deito sobre teus pêlos
Sinto o cheiro do meu sexo,
No meu sinto o teu cheiro misturado
Ao meu
Cheiro do gozo supremo
Cheiro do sexo
Que eu adoro.

Intensidade II




Apetites e vontades, que  fazem sentir o colapso dos sentidos.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

domingo, 2 de outubro de 2016

Na rede do alpendre




Quero sentir seu toque louco e suave
sua respiração ofegante, intensa e quente..
sua voz rouca na nuca, me morde, eu tremo
quero seu corpo suado, molhado, latente..





sábado, 1 de outubro de 2016

Tirania do desejo

Há corpos que nos seduzem pela forma como se impõem ao olhar, como se impõem à vontade, como se impõem ao desejo num cárcere apenas comparável ao de uma inevitabilidade. 







Ao vê-lo, excitado, rijo, grande e inequivocamente pronto, os olhos fixaram-se e traçaram mentalmente um entregar-se que desejava protagonizar de imediato. Saltar para cima da cama, pegar nele, acariciá-lo para lhe sentir o tamanho e a vontade, para lhe imaginar a penetração, para lhe comandar o destino.





 Dobrou-se e ajeitou-se, para o provar e lhe sentir o sabor, para o tomar na boca e o acariciar lentamente, deslizando a língua em circunferências de sentidos exaltados, num salivar de satisfação, em voltas na boca de luxuriante fulgor.







 Sentou-se, nele, guiando-o para dentro de si e ritmando as entradas e saídas ao jeito da sua vontade,








 ao compasso do orgasmo iminente, sentindo o fuso girar dentro de si, em rotações surreais de prazer.




 Há corpos que nos hipnotizam no segundo que se nos entregam,






 que se nos apresentam diante dos olhos, as portas da alma, nos invadem a mente num rompante,








 despertando o desejo e a volúpia, a paixão e a vontade, a tesão e o ardor.